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Camané marca segunda data no CCB

por FMSimoes, em 20.06.18

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O concerto de Camané, no próximo dia 11 de outubro, no grande auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, “está praticamente esgotado”, e foi agendado uma segunda data.

Camané dará um segundo concerto no grande auditório do CCB, a 12 de outubro, um dia depois da primeira data inicialmente agendada e para a qual quase já não há bilhetes”, segundo comunicado do CCB.

Este é um concerto de apresentação do mais recente álbum do fadista, “Camané canta Marceneiro”, editado em outubro do ano passado, no qual o intérprete recriou temas do repertório de Alfredo Marceneiro (1891-1982), como “Ironia” ou “A Casa da Mariquinhas”.

No palco belenense o fadista é acompanhado pelos músicos José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Neto, na viola, e Paulo Paz, no contrabaixo.

O CD “Camané canta Marceneiro” conta com a participação de Carlos do Carmo no tema “A Lucinda Camareira”, e é o oitavo álbum de estúdio do fadista que, no ano passado, recebeu, o prémio Tenco per Operatore Culturale, atribuído pelo Club Luigi Tenco, fundado em 1972, em Sanremo, no nordeste de Itália.

Os espetáculos de Camané fazem parte do ciclo “Há Fado no Cais”, uma parceria do Museu do Fado com o CCB, no âmbito do qual têm atuado nas duas principais salas daquele espaço vários fadistas e instrumentistas.

No mesmo comunicado o CCB sentencia que “não há intérprete mais aclamado no fado atual do que Camané”.

“O fadista respira autenticidade e facilmente se transcende: saem-lhe lágrimas da garganta quando fala de tristeza e desenha-se uma nuvem de rancor quando fala de ciúme”, prossegue o CCB, referindo que o criador de “Ela Tinha Uma Amiga”, “alcançou um patamar raro para um intérprete português: gravação regular de discos, digressões nacionais e internacionais, atribuição regular de prémios, reconhecimento consensual dentro e fora da comunidade artística, como um dos expoentes deste património universal, a par de uma carreira internacional”.

Este mês, o fadista atua no dia 24, em Castro Marim, no Algarve e, no dia seguinte, em Oeiras, de onde é natural, no âmbito das festas deste concelho, do distrito de Lisboa.

Foto: CCB

 

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"Colónia penal", "A última estação" e "Carmen", uma homenagem a Carmen Dolores, são as três criações do 35.º Festival de Almada, de 04 a 18 de julho, divulgou a Companhia de Teatro de Almada (CTA).

Em finais de maio, a CTA, anfitriã do certame que decorre em salas de Almada e de Lisboa, anunciara a produção de quatro novas criações, no âmbito do festival, mas devido às restrições financeiras com que se confrontou para esta edição, uma delas não se realiza, noticiou a agência Lusa, citando a organização do Festival.

"Colónia Penal", um texto inacabado de Jean Genet, para o qual o autor francês também criou um guião cinematográfico, é uma coapresentação da Ar de Filmes/Teatro do Bairro, encenada por António Pires, e vai estar em cena no Teatro do Bairro, em Lisboa, de 05 a 17 de julho.

O livro "Vozes dentro de mim", de Carmen Dolores, dá o mote a outra criação - "Carmen" -, uma coprodução dos teatros Meridional e da Trindade.

"Uma forma de homenagear a atriz de 94 anos, que se estreou no Trindade", como referiu Diogo Infante, diretor artístico deste teatro, e amigo da atriz. A peça vai estar em cena de 12 a 15 de julho, nesta sala de Lisboa.

A terceira criação desta edição é de Elmano Sancho, "A última estação", e tem por base o assassino em série norte-americano Ted Bundy (1946-1989), que matou mais de 35 mulheres.

Da programação do certame, que abre com o melodrama burlesco "Bigre", da companhia francesa Le Fils du Grand Réseau, constam ainda as peças "Nada de mim", que assinala a estreia na encenação do atual diretor de produção dos Artistas Unidos (AU), Pedro Jordão, e que pode ser vista no Teatro da Politécnica, de 05 a 18 de julho.

"Lulu", uma encenação de Nuno M.Cardoso, a partir dos dois textos de Frank Wedekind, centrados na personagem de Lulu - “Espírito da Terra” (1903) e “A Caixa de Pandora” (1904) - estreada esta semana no âmbito do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, no Porto, e será também apresentada no Festival de Almada.

A reposição de "Bonecos de luz", pela CTA, e "A tecedura do caos", um espetáculo de dança com direção e coreografia de Tânia Carvalho, são outras propostas do Festival.

"Melodramas de horror", um recital de poesia alemã, com Nuno Vieira de Almeida ao piano e a poetisa e atriz Manuela de Freitas na voz, um espetáculo da companhia Olga Roriz, dirigido pela coreógrafa, intitulado "A meio da noite", são outras das propostas do certame.

O universo de Ingmar Bergam é a base desta produção que, segundo Olga Roriz, tem por objetivo assinalar o centenário do nascimento do realizador sueco e que pode ser visto em Almada, no dia em que se cumprem 100 anos de nascimento do realizador de "O sétimo selo" e "Morangos Silvestres", a 14 de julho.

Entre as peças estrangeiras, as propostas do 35.º Festival vão para "Kalakuta Republik", um espetáculo com conceito e coreografia de Serge Aimé Coulibaly (Burkina Faso), em que o bailarino se inspirou na vida do compositor e ativista nigeriano Fela Kuti (1938-1997).

"Final do amor", pelo Mini Teater esloveno, que assinala o regresso do encenador croata Ivica Buljan ao Festival, "Arizona", uma produção mexicana encenada por Ignacio Garcia (que em 2017 encenou "História do Cerco de Lisboa", para a CTA), "A reunificação das duas Coreias", um texto que Joël Pommerat trouxe ao Festival em 2014 e que este ano é apresentado por uma companhia croata, são outras das peças que constam da programação desta edição do certame, assinala a Lusa.

 

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Carmen Dolores

 

O público poderá ainda ver "O quarto de Isabella", uma produção belga estreada em 2004 e protagonizada por, entre outras, Viviane De Muynck, que agora chega ao fim de carreira.

O regresso do criador e ator italiano Pippo Delbono, com "Alegria", o regresso do encenador Emmanuel Demarcy-Mota ao festival, desta vez com "Estado de Sítio", no S. Luiz, e "Fora de campo", outra produção belga apresentada pela primeira vez no Festival, são outras das propostas do certame, segundo Rodrigo Francisco.

A 35.ª edição do Festival de Almada decorre de 04 a 28 de julho em dez teatros de Almada e Lisboa.

Em Almada, os espetáculos de sala decorrerão no palco grande da Escola D. António da Costa, Teatro Municipal Joaquim Benite  - sala principal e sala experimental -, Teatro-Estúdio António Assunção e Fórum Municipal Romeu Correia.

Em Lisboa, os espetáculos realizar-se-ão nos teatros da Politécnica, do Bairro, da Trindade, no Teatro Nacional D. Maria II, no grande auditório do Centro Cultural de Belém e no Teatro Municipal S. Luiz.

Entre as atividades paralelas ao certame, contam-se a formação "O sentido dos mestres", orientada este ano pela coreógrafa e bailarina Olga Roriz, e uma exposição a Ivette Centeno, a homenageada desta edição, intitulada "O pomar das romãzeiras", concebida pelo arquiteto e cenógrafo José Manuel Castanheira.

"Velho sol", mostra inspirada no poema "I died for beauty", de Emily Dickinson, do artista plástico Paulo Brighenti, autor do cartaz desta edição do certame, a terceira parte da mostra "CTA: 40 anos em Almada", agora a evocar a história do Festival, fazem igualmente parte da programação paralela ao certame.

"Sob o signo da catástrofe (Ecologia política do nosso tempo)", um encontro em que participarão os filósofos francês e italiano Frédéric Neyrat e Gionvanbattista Tusa, moderado pelo crítico literário António Guerreiro, consta também da programação.

Nos habituais colóquios da esplanada, na Escola D. António da Costa, vão estar os encenadores Nuno M. Cardoso, Ivica Buljan, António Pires, Emmanuel Démarcy-Mota e os atores Viviane De Muynck e Natália Luiza.

As propostas musicais do certame incluem Manel Cruz, Rita Redshoes, Fernando Tordo, Sons de S. Tomé e Trio Motiv.

Foto: DR

 

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