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Duarte inicia no sábado uma série de três atuações no Festival “Culture au Quai”, no Quai de la Loire, em Paris, para apresentação do seu mais recente CD, “Só a Cantar”, que definiu como um “álbum esperançoso”.

O álbum, o quarto da carreira do fadista, é editado esta semana em França, onde o criador de “Mistérios de Lisboa” tem atuado regularmente, e onde voltará em novembro próximo para uma série de espetáculos com passagens pela La Courroie, em Avinhão, Salle Gaveau, em Paris, e pela Opéra-Théâtre de Clermont-Ferrand.

Nesta série de três espetáculos em Paris, no âmbito do Festival “Culture au Quai” – sábado, às 17:30 locais, e no domingo, às 14:30 e 16:30 locais –, o criador de “Que Fado é esse Afinal?” é acompanhado pelos músicos Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa, João Filipe, na viola, e Carlos Menezes, na viola baixo.

Questionado pela agência Lusa sobre a reação do público ao novo CD, Duarte afirmou: “As reações de algumas pessoas que me têm chegado, falam-me estas sobre um antigo que se faz novo”, cita a TSF.

Quer a crítica, sobretudo francesa, quer o público em geral, faz-me chegar esta ideia de uma identidade contemporânea no meu trabalho, sem modernices, fusões ou perdas de identidade. A importância dos conteúdos, sem nos perdermos na ilusão da forma. As letras são também elas sublinhadas pela sua atualidade e pela sua linguagem, possibilitando cantar o meu tempo”, acrescentou.

Do novo álbum, os temas que “parecem ter mais impacto” são "Covers", "Rapariga da Estação" e "Dizem", afirmou o fadista e autor da maioria dos temas que interpreta, e que irá incluir também, no alinhamento destes espetáculos, fados de anteriores álbuns, designadamente, "Mistérios de Lisboa" e "Fado Escorpião".

Em “Covers”, de sua autoria, e que canta no fado Pechincha, de João do Carmo Noronha, afirma que “Já não são fados, são ‘covers’/ Imitações desalmadas/ Reproduções do destino/ Tantas vezes tão cantadas/ Esses que tentam viver/ Aquilo que outros viveram/ Acabam por se perder/ No tanto que não fizeram”.

“Reflexões sobre o estado da arte [fadista]”, declarou.

Duarte, natural de Évora, afirmou que neste novo trabalho "canta uma dimensão da condição humana que é estar só", bem diferente da solidão.

"Este álbum é mais esperançoso", obedecendo a "um conceito diferente que não é o de cantar o fim", como nos anteriores CD, mas "é mais positivo", pois "canta uma dimensão da condição humana que é a capacidade de estar só, bem diferente de estarmos em solidão, que é muito mais devastador”, afirmou.

Este CD, insistiu o fadista, canta essa “capacidade de estar só, de partir só, de nos refazermos, de nos protegermos”, disse, recordando os tempos de infância, em que cantava quando sentia medo.

Entre as duas séries de espetáculos em França, Duarte tem agendado atuações em Lisboa, nos dias 28 e 29 de setembro, no Festival Santa Casa Alfama, e na Casa do Alentejo, em Toronto, no Canadá, nos dias 18 e 20 de outubro, em que será acompanhado pelos músicos Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa, João Filipe, na viola, e Carlos Menezes, na viola baixo.

Duarte, psicólogo de profissão, estreou-se discograficamente com “Fados Meus” (2004), ao qual se seguiu “Aquelas Coisas da Gente” (2009). “Só a Cantar” sucede a “Sem Dor Nem Piedade” (2014).

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O historiador Joaquim Veríssimo Serrão afirma que o “mundo poético” de Maria Manuel Cid (1922-1994) revela “uma riqueza lírica em que as palavras encontram na força e na harmonia das ideias a sua mais justa tradução”.

O historiador faz estas afirmações no prefácio antologia da poetisa “Chamaram-me Poeta, Quem Diria”, que inclui inéditos, e é apresentada na hoje, às 19:00, no Museu do Fado, em Lisboa, pelo poeta, guitarrista e presidente da Academia da Guitarra Portuguesa e do Fado, Nuno Siqueira, e pelos fadistas Teresa Siqueira e Carlos Guedes de Amorim.

A poesia de Maria Manuel Cid “possui um lirismo ardente, um notável poder de evocação, tanto para exprimir os estados de alma, como para cantar os valores nacionais que formam a sua personalidade”, prossegue Veríssimo Serrão.

Muitos dos seus poemas foram cantados em fado, nomeadamente “Última Tourada Real em Salvaterra”, “São Assim as Minhas Horas”, “Rouxinol da Caneira”, “Não há Fado sem Verdade”, “Fado do Toureio”, “Cavalo Alazão”, “Nem Todo o Branco é Saudade” e “Verdes Campos”, interpretados por nomes como António Mourão, Rodrigo, Maria do Rosário Bettencout, Maria Leopoldina da Guia, Teresa Siqueira e Carlos Guedes de Amorim, entre outros.

Natural da vila da Chamusca, a poetisa, na opinião de Veríssimo Serrão, “consagrou” ao Ribatejo, “nas suas tradições e nas suas gentes, o melhor da inspiração com que o desatino a marcou”.

Maria Manuel Frederico Seixas de Sousa Cid Guimarães Neves e Castro “definiu como ninguém o ‘homem da lezíria’, que labora a terra, conduz o gado e domina os horizontes, como grande senhor que é da Borda de Água”, afirma o historiador referindo que a poetisa “soube cantar os ‘salgueirais do Tejo’, cujas águas contemplou desde a infância e onde colheu a seiva que lhe permitiu 'quebrar o seu arado’".

A temática toureira é também muito comum na sua poesia, tendo-se inspirado em figuras como o cavaleiro João Núncio, denominado “o califa de Alcácer”, o toureiro Manuel dos Santos, “e evoca o heroísmo dos forcados, num autêntico louvor da festa brava que tem no Ribatejo o palco de singulares façanhas de destemor”.

A poetisa, aficionada das touradas, foi madrinha do Grupo de Forcados Amadores da Chamusca.

Para Veríssimo Serrão, “cada uma das suas produções representa o espelho de quem acredita na Poesia como expressão autêntica de estar no mundo”.

“Por isso, os versos de Maria Manuel são a voz de um coração que sente puros anseios, não em fingimento como queria [Fernando] Pessoa, mas como eco de uma vida que conheceu o sofrimento, mas jamais voltou os olhos à esperança”, escreve o historiador que realça o “tom sincero dos seus poemas”.

O historiador chama à atenção que “nos versos de Maria Manuel Cid surge [também] a imagem do ‘lusitano vagabundo’, do velho Portugal que descobriu terras [e] desbravou oceanos”.

A antologia “Chamaram-me Poeta, Quem Diria”, publicada pela Editora Cosmos, surgiu porque “estavam esgotadas as obras anteriormente publicadas” e, “dada a procura, faria todo o sentido lançar uma antologia de Maria Manuel Cid”, explica, em nota prévia à obra, Maria do Amparo Cid.

A obra, que é apresentada no Museu do Fado, em Lisboa, reúne os livros “O Meu Nome é Ninguém” (1980), “Minha Terra, Minha Gente” (1990), “Poemas” (1999) e ainda “alguns inéditos existentes no seu vasto espólio”, afiança Mª. Amparo Cid.

 

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