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Manuel Neto expõe em maio na Galeria Manta Lounge, em Marbelha, fotografias do céu desta cidade andaluza da Costa del Sol, ao entardecer.
A mostra, intitulada “Cielos de Marbella”, é inaugurada no dia 09 de maio, e reúne várias fotografias a cor do céu de Marbelha, "captadas ao por do sol, quando o céu tem cores sempre diversas e surpreendentes", explicou o fotógrafo à Lusa, segundo a Notícias ao Minutos.
Manuel Neto, de 61 anos, disse que a fotografia "é uma paixão" e que gosta "particularmente desta altura, em que o dia se espreguiça".
O fotógrafo frequentou a Escola Superior de Meios de Comunicação Social, e fez parte das redações do Jornal do Comércio, Tempo, Diário Popular, Se7e e Diário de Notícias, e do núcleo fundador da Rádio Minuto.
Em 2003 recebeu um Award of Excellence, atribuído pela Society for New Design, no âmbito da “Creative Competition The Best of Newspaper Design”.
Manuel Neto expôs individualmente e participou em coletivas, tendo exposto entre outros espaços, na Casa da Imprensa, Galeria Potthoff, no Clube dos Jornalistas, em Lisboa, nas III e IV Exposições Internacionais de Torres Novas, na I e II Bienal de Artes do Alentejo e na II Mostra Internacional de Artes Plásticas de Sesimbra.
Em julho passado participou na exposição coletiva “3 Emocions 3”, no espaço H10-Andalucía Plaza, também em Marbelha.
Além de fotógrafo Manuel Neto é pintor, tendo exposto a suas telas em 2007 na Casa do Registo da Mãe d´Água, em Lisboa.
O artista plástico define-se como "autodidata", tendo frequentado cursos de fotografia do Conservatório Nacional de Lisboa e da COART-Asociación de Artistas, em Marbella, de Pintura no AR.CO - Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa.

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Camané em digressão pela Europa

por FMSimoes, em 04.05.14

 

 

Camané inicia no dia 04 de maio uma digressão por oito palcos europeus, com um alinhamento que passa em revista uma carreira de cerca de 30 anos. Segundo a produtora do fadista, no dia 04 o criador de “Sei de um rio” atua no Chassé Theater N.V., em Breda, na Holanda, seguindo para Antuérpia, na vizinha Bélgica, onde canta no dia 07 no De Roma, espaço que tem recebido vários artistas portugueses.
No dia seguinte Camané sobe ao palco do De Warande, em Turnout, também na Bélgica, país de que se despede na com um espetáculo no De Spil, em Roeselare.
No sábado, dia 10 de maio, o intérprete de “Guitarras de Lisboa” atua no Schlosstheater, em Fulda, na Alemanha e no dia seguinte no Stadttheater, em Fürth, também na Alemanha.
No dia 15 de maio o criador de “Guerra das Rosas” canta no Army Hall, em Skopje, na Macedónia, encerrando esta digressão europeia no dia 18 no Konzerthaus, em Viena, na Áustria.
Camané é acompanhado em palco, durante esta digressão, pelos músicos José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola e Paulo Paz, no contrabaixo.
Camané, 46 anos, começou a cantar fado e a gravar ainda jovem, fortemente influenciado pelo meio familiar. Em 1979, venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, tendo participado, na década de 1980, em várias produções teatrais de Filipe la Feria, como "Grande Noite", "Maldita Cocaína" e "Cabaret".
Em 1995, com o CD “Uma noite de fados”, gravado ao vivo no Palácio das Alcáçovas, em Lisboa, iniciou uma parceria regular com o músico José Mário Branco, como produtor, que se mantém até hoje.
Em 1998, editou “Na Linha da vida”, que a imprensa considerou um dos melhores álbuns do ano e que incluiu fados como “Eu não me entendo” ou “Senhora do Livramento”.
Em 2008, editou “Sempre de mim”, em que interpretou poetas como Luís Macedo e Pedro Homem de Mello, e resgatou composições inéditas de Alain Oulman, compositor exclusivo de Amália Rodrigues, falecido em 1990.
Ao longo da sua carreira, até este ano, entre álbuns de estúdio, gravados ao vivo e um em que fez uma primeira compilação do seu repertório, “The art of Camané – The prince of fado”, editado em 2004 pela Hemisphere, o fadista soma 12 álbuns, excluindo os discos gravados na juventude.
Camané tem feito incursões noutros géneros musicais. No ano passado atuou no Festival Île de France, em Paris, numa homenagem a Cesária Évora, acompanhado pelos músicos da cantora cabo-verdiana, e foi um dos escolhidos para integrar o projeto “Humanos”, com Manuela Azevedo e David Fonseca, que recuperou temas inéditos de António Variações, 20 anos após a morte deste autor.
Este ano Camané realizou uma digressão nacional por 12 palcos e no ano passado, entre outros palcos, atuou no Festival Culturel Maghrébin, naquela que foi a sua estreia na Argélia.

Foto: Reinaldo Rodrigues

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