Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




7dDAbe7j.jpeg.jpg

 

Luís Represas afirmou que o seu novo álbum, “Boa Hora”, no qual partilha interpretações com Carlos do Carmo e Ivan Lins, revela “uma outra dimensão e outro olhar” sem perder a sua “impressão digital”.

“Todo o processo criativo, de produção, em todo o processo de juntar os parceiros, tudo isto levou a se destapar uma pedra e descobrir a fase em que estou e me sinto muito bem, com uma outra dimensão e um outro olhar, sem perder a minha impressão digital”, disse o músico à agência Lusa, cita o Observador.

A “impressão digital é algo que custa muito a criar”, disse o músico, referindo que “há compositores que pulam de fases para maneiras de estar, e há outros que gostam de ir evoluindo, progredindo e caminhando, mantendo essa impressão digital, que é uma coisa que leva muito tempo e custa muito a ganhar”.

A “impressão digital demora tempo a criar, mas é aquilo pelo qual o artista é reconhecido, quando se ouve, mas depois pegar nela e ir evoluindo e trabalhando com ela, é a forma como eu gosto de estar”, disse Represas, reconhecendo que tendo tido, ao longo da carreira, influências latino-americanas ou do fado, “há um veio que se mantém autêntico, que é um ADN”, que, no seu caso, defendeu, vem de quando começou nos Trovante, grupo que apontou como o seu berço e a sua escola.

O álbum, cuja concretização contou com o apoio do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), é constituído por 14 temas, entre os quais “Boa Hora”, que abre e dá título ao CD, uma letra de Jorge Cruz que também assina a música com Represas.

Luís Represas partilha a interpretação de alguns temas com nomes como Jorge Palma e Paulo Gonzo, em “Cinema Estrada”, Mia Rose, em "A Curva do Horizonte”, Carlos do Carmo, em “O Colo do Vento”, e Stewart Sukuma, com quem colaborou várias vezes, em “Se Achas Bem”, que inclui versos numa das línguas de Moçambique, o changana. 

“Cada um [desses temas] tem uma razão especial e surge da conversa amena e boa, que temos mantido ao longo do tempo, mas foram surgindo conforme o correr da composição, nenhum foi premeditado”, defendeu Represas, referindo que era “uma lacuna” não ter ainda gravado com Carlos do Carmo, de quem é amigo "há muitos anos".

Entre os autores escolhidos consta José Calvário (1951-2009),  de quem Luís Represas gravou uma composição que o maestro lhe tinha dado, e que encontrou casualmente e para a qual escreveu “A Curva do horizonte”.

“Depois de Ti” surge de um poema da filha, Carolina Represas, com quem já tinha colaborado, tendo assinado, por exemplo “O Aprendiz”, de um anterior CD.

“Não sou um 'pai coruja', e a Carolina é uma parceira como os outros. E desde que me reveja na forma como ela trabalha e nas palavras e nas ideias, e se o faz bem... é uma parceira como outros”, afirmou o músico que não escondeu o “orgulho” de a filha “estar a trabalhar na música e bem”.

Para o CD, produzido por Fred Ferreira, foi “fundamental” o apoio da SPA, que qualificou como “um balão de oxigénio” e “a única hipótese de os artistas fazerem os seus próprios discos”.

"O capital de investimento das discográficas é cada vez menor e menos eficaz”, o que se faz mais sentir quando se trata de um solista, como foi o caso.

Sobre o álbum, Luís Represas realçou que “junta várias gerações e formas, aparentemente diferentes de estar na música”, o que qualificou como “muito bom”, pois demonstra que “não há preconceitos ou ‘conflitos’ geracionais ou de estilos de música”, sendo antes “uma enorme partilha de ideias".

"A música é uma das formas de arte mais transversais e aglutinadoras e serve, essencialmente, para unir”, conclui.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

JanitaS.jpg

 

Janita Salomé disse que o seu novo álbum, “Valsa dos Poetas” é marcado pelos “ventos da cultura mediterrânica”, com uma sonoridade “desde o Próximo Oriente, ao Alentejo e Norte de África”.

Em entrevista à agência Lusa, Janita Salomé, afirmou que estes caminhos sonoros são apresentados por si próprio quando compõe, e desenvolvidos pelos músicos, que com ele trabalham há vários anos, designadamente Filipe e Mário Raposo, responsáveis pela direção musical, entre outros, cita o DN.

“À partida, logo quando componho, apresento uma proposta harmónica e rítmica, e os músicos trabalham sobre isso, criam e recriam sobre essa proposta que leva logo essa marca mediterrânica”, explicou o músico.

“Na música, como em tudo na vida, devemos procurar ser criativos, e daí procurar fazer qualquer coisa de novo e diferente, que nunca tenha feito”, acrescentou.

O álbum é constituído pelo “equilibrado número” de 12 temas, três deles recriados: “Não é Fácil o Amor”, “A Al’Mutamid” e “Era um Redondo Vocábulo”. O músico defendeu "o sortilégio que a poesia traz à música, que é indiciar a melodia”.

“Eu vou sempre atrás da palavra, é a palavra [dos poetas] que me abre os caminhos para encontrar a melodia, que nunca sei qual é, e lá está outro mistério da música, que é nunca sabemos bem o que surge”, afirmou Janita que revelou que o seu método de trabalhar começa pela poesia e só depois passa à composição.

Neste CD há uma exceção, “Carta à Senhora Dª. Europa”, que “foi feita separadamente”, pois a letra é de Janita Salomé e a música de Filipe Raposo, e, “a dado passo, foi tentar fazer o encontro de duas coisas que tinham sido criadas em separado”.

Referindo-se ao CD, o músico afirmou que é “uma homenagem assumida aos poetas”, que sempre “tiveram toda a importância” no seu trajeto artístico.

Do alinhamento fazem parte poetas como José Jorge Letria (“Sophia” e “Bocage” - dois poetas que “tocam fundo” a Janita), José Afonso, que conheceu e com quem conviveu (“Era um Redondo Vocábulo”), Luís Vaz de Camões (“Aquela Triste e leda Madrugada”), Jaime Rocha (“A Música Inventa o Lume") e Ibn Amar (“A Al’Mutamid”).

Entre os poemas escolhidos, Janita Salomé referiu o de autoria de Carlos Mota de Oliveira, que já gravou noutros CD, intitulado “De Algum Amigo”, que aborda a memória, poema que o “fez mudar a agulha” do que se tornou o álbum, pela “sua profundidade”.

Este CD levou “cerca de um ano [a conceber], pois a música não sai assim dos dedos, vem de algo de dentro de nós, que desconhecemos e não sabemos de onde, e para o qual é preciso tempo e paciência”.

O músico referiu que o seu modo de estar na música torna-lhe “as coisas difíceis, porque os tempos não estão para grandes reflexões ou aprofundamentos”. Todavia, resoluto, afirmou: “Estou disposto a pagar o preço por isso”.

O CD “Valsa dos Poetas” é constituído por doze canções, nove delas compostas por Janita Salomé, duas por Filipe Raposo e uma de José Afonso (“Era um redondo vocábulo”).

Conta com a participação das cantoras Catarina Molder, em “Aos Meus Poetas”, e Luanda Cozetti, com quem Janita partilhou o palco várias vezes, em “A Música inventa o Lume”.

Este CD sucede ao álbum “Em Nome da Rosa” (2014), que valeu ao músico o Prémio Maestro Pedro Osório/2015, da Sociedade Portuguesa de Autores.

Este é o 15.º álbum da discografia de Janita Salomé, que se estreou, discograficamente, em 1978, com “O Cante da Terra” (1978), do grupo de Cantadores de Redondo, do qual fazia parte.

Janita Salomé é o nome artístico de João Eduardo Salomé Vieira, que completa 71 anos em maio próximo. Natural da vila alto-alentejana de Redondo, iniciou-se na música no grupo de cante Cantadores de Redondo.

Colaborou com vários músicos, como José Afonso, Sérgio Godinho, Tito Paris, Filipa Pais e os grupos corais e etnográficos As Camponesas de Castro Verde, da Casa do Povo de Serpa, Os Camponeses de Pias e os Cantadores de Redondo, com os quais, entre outros, gravou os CD “Vozes do Sul” (2000) e “Moda Impura” (2012).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pág. 1/5



Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Visitas

Flag Counter