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A peça “Off-balance”, do compositor português Luís Antunes Pena, é apresentada pela primeira vez ao público no próximo dia 23, às 21:00, em Lisboa, pela Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo maestro Pedro Neves.

O programa da Orquestra Gulbenkian inclui ainda as estreias em salas nacionais das peças “Become Ocean”, do norte-americano John Luther Adams, e “Museu das Coisas Inúteis”, do brasileiro Celso Loureiro Chaves.

O concerto, no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), realiza-se no âmbito da parceria “SP-LX”, firmada entre a fundação e a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo (OSESP), que prevê a encomenda de novas obras a compositores portugueses e brasileiros, com estreias alternadas entre Lisboa e São Paulo, no Brasil.

“Off-Balance” é uma encomenda da FCG ao compositor Luís Antunes Pena, de 44 anos, que se licenciou em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, com António Pinho Vargas, e, posteriormente, prosseguiu os estudos na Folkwang-Hochschule, em Essen, na Alemanha, onde estudou composição instrumental com Nicolaus A. Huber e música eletrónica com Dirk Reith.

O compositor dedica esta peça “a dois dos mais reconhecidos percussionistas nacionais”, Rui Sul Gomes e Nuno Aroso, que serão solistas nesta noite, assinala a FCG.

Segundo a FCG, o compositor descreve a sua obra “como um estudo do ‘desequilíbrio’ entre o humano e o mecânico, o digital e o analógico, o abstrato e o empírico ou ainda entre o discurso e a realidade, a opinião e o facto”.

O concerto para violino “Museu das Coisas Inúteis”, de Celso Loureiro Chaves, peça encomendada pela orquestra brasileira, estreia-se nesta noite em salas nacionais, sendo solista o violinista brasileiro Luíz Filíp, atualmente músico da Orquestra Filarmónica de Berlim.

A peça é descrita por Celso Loureiro Chaves como “’meditativa’, sendo composta por cinco movimentos ’que podem ser entendidos como peças autónomas’, mas estas ‘estão ligadas umas às outras por solos de clarinete que são como portas entre as salas de um museu’”, segundo a FCG.

Loureiro Chaves, citado pela Gulbenkian, destaca o facto de a obra ser construída por “diálogos que o violino solista estabelece com os diferentes grupos instrumentais, como se os estivesse a visitar. É sempre o violino que convida os grupos da orquestra a soar e meditar. Nessas meditações, quatro cidades são homenageadas: Lisboa, Porto Alegre, Manaus e Montevidéu”.

O título da obra inspira-se no ensaio “A utilidade do inútil”, do filósofo italiano Nuccio Ordine, que desenvolve o conceito da utilidade das coisas e dos saberes, desvinculados da ideia de lucro, defendendo que “um museu é um tesouro que a coletividade deve preservar ciosamente, a todo custo”.

Neste sentido, o compositor brasileiro, segundo a FCG, “assume a intenção de, com a sua peça, ‘criar um espaço para a reflexão, no qual a música apareça como um dos tesouros nas nossas coletividades’”.

A peça “Become Ocean”, de John Luther Adams, dá título ao concerto e é também escutada em estreia nacional.

“Become Ocean” estreou-se em junho de 2013, no Benaroya Hall, em Seattle, tendo arrecadado, em 2014, o Prémio Pulitzer de Música e, em 2015, o Grammy para a Melhor Composição de Música Contemporânea.

Segundo nota da FCG, o título da obra, com apenas um andamento, foi retirado de um poema que John Cage dedicou ao compositor Lou Harrison, que John Luther Adams considera como um seu mentor.

“’Become Ocean’ é uma peça que se inspira nos oceanos do Alasca e da zona noroeste do Pacífico”, afirma a FCG, acrescentando que segundo o compositor, a peça reflete o destino da humanidade.

No dia 23 de fevereiro, às 20:00, uma hora antes do concerto, na zona de congressos da FCG, o compositor Sérgio Azevedo falará sobre a obra de John Luther Adams e de Luís Antunes Pena.

No âmbito da parceria "SP-LX" será apresentado, em estreia absoluta, o Concerto para Piano, de Vasco Mendonça, no próximo dia 15 de junho, também pela Orquestra Gulbenkian.

Foto: FCG

 

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César Mourão e os músicos Miguel Araújo e António Zambujo propõem, em abril, um “Desconcerto”, espetáculo “totalmente improvisado”, como explicou à agência Lusa um dos participantes, para o qual convidaram a compositora Luísa Sobral.

Vai ser sob o título “Desconcerto” que o espetáculo vai reunir os quatro artistas nos dias 10 e 11 de abril, no TivoliBBVA, em Lisboa, e nos dias 16, 17 e 18, também de abril, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.

“Gosto de fazer improvisação musical, e tive a ideia de juntar amigos meus, que são músicos incríveis, a fazer um concerto, mas absolutamente improvisado, a partir de histórias e vidas dos espetadores”, disse à Lusa César Mourão, realçando que “é a primeira vez que se faz um concerto deste género”, elogiando “a coragem” dos amigos músicos em “virem 'a nu' fazer um concerto, sem nada planeado”.

O mote de cada canção, que será composta no mesmo momento, é dado pela plateia, como explicou César Mourão: “Eu vou à plateia, falo com uma senhora, por exemplo, a quem pergunto se posso ver a mala, e depois digo o que lá encontro – ‘baton’, óculos de sol, um papel do multibanco, chaves – e vou conversando com a senhora, ao mesmo tempo, que um dos músicos em palco está a compor uma canção, que vamos cantar em seguida todos juntos”.

“Este é um exemplo, mas outras coisas acontecerão”, disse César Mourão, que se referiu a cada canção composta de improviso, como “um ‘single’ da vida de um dos espetadores”.

O ator reconheceu que é “um espetáculo muito arriscado”, talvez, como disse à Lusa, mais arriscado para António Zambujo, Miguel Araújo e Luísa Sobral, que são músicos, do que para si, que não tem responsabilidade musical.

César Mourão referiu-se ao espetáculo como “um desafio” e qualificou-o como “um trapézio sem rede”.

Referindo-se ao público, afirmou que “está mais inteligente e entra no jogo connosco, sentindo esse risco”.

O projeto foi idealizado numas férias no Algarve, e chega em abril a palco, havendo a possibilidade de, além de Lisboa e Porto, vir a acontecer noutras cidades. "Mas exige uma gestão de agenda de todos, o que é complicado”.

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