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Um disco inédito de David Mourão-Ferreira inaugura uma coleção de CD, que revisita e renova a série discográfica editada no século XX, em que os poetas liam os seus poemas.

Esta nova coleção recupera a série “Diz Poemas da Sua Autoria”, que foi editada entre 1959 e 1975, pela discográfica Valentim de Carvalho, que publicou David Mourão-Ferreira, Alexandre O'Neill, António Gedeão, Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge de Sena e Natália Correia, entre outros poetas.

“Há duas ideias base: uma é seguir o espírito original da coleção, que é os poetas escolherem os seus poemas, o que é sempre interessante pois é o próprio poeta a fazer uma antologia da sua poesia, e dizia os poemas - e nós estamos a recuperar esses poemas e a sua obra", explicou à agência Lusa Rui Portulez, cita a SIC Notícias.

"E [estamos também] a atualizar [a coleção] com uma série de pessoas a quem chamamos 'dizedores' - porque não gostamos do termo declamadores -, e que dizem esses mesmos poemas", prosseguiu Rui Portulez, um dos 'dizedores'. "E vamos lançar dois poetas novos, dando continuação, de cerca forma, ao espírito inicial”.

Estão previstos oito CD, saindo um por mês até ao final do ano, excetuando agosto, e os novos poetas escolhidos são Golgona Anghel e Nuno Moura.

Cada CD, inclui a gravação original e a leitura dos mesmos poemas por vozes atuais, “isto é, cada poema vai ter duas versões de leitura”, sendo ainda acompanhado por um 'booklet' que inclui todos os poemas selecionados. Cada álbum reproduz ainda, em 'fac-smile', a capa original, sendo o design da coleção "...Dizem os Poetas", de autoria de Maria Mónica.

A escolha das novas vozes, para dizerem os poemas, recaiu sobre Ana Brandão, atriz e cantora, Carla Bolito, atriz, Miguel Loureiro, 'performer', que escreveu e encenou o espetáculo “Paris>Sarah>Lisboa”, Rui Spranger, ator e encenador, Susana Menezes, que coordena o Programa para Crianças e Jovens do Teatro Maria Matos, Isabel Abreu, atriz, Pedro Lamares, ator, e Rui Portulez, locutor de rádio e crítico musical.

O CD de David Mourão-Ferreira (1927-1996), que abre esta coleção, recupera o EP (Extended Play) “Diz Poemas da Sua Autoria”, de 1959, e inclui um disco inédito, produzido em 1973, que terá sido gravado para edição na coleção “A Voz e o Texto”, esclareceu Rui Portulez.

Na opinião de Portulez esta coleção vai ao encontro “de um movimento e de uma poética muito interessante, às quais assistimos nos últimos anos, e tem havido cada vez mais uma necessidade, de se dizer poesia em voz alta e em público”.

O responsável referiu iniciativas regulares, que têm surgido, por iniciativa própria de diferentes grupos, que promovem reuniões e encontros de poesia, tanto em Lisboa como no Porto, e noutras cidades.

Ao CD de David Mourão-Ferreira suceder-se-ão, ao ritmo de um por mês, "Alexandre O'Neill, António Gedeão, Mário Cesariny, com [a atriz] Graça Lobo, Sophia de Mello Breyner Andresen e Jorge de Sena, Natália Correia e Ary dos Santos, e dois autores vivos, Golgona Anghel", que escreveu, entre outros, de “Como uma flor de plástico na montra de um talho” (2013), e Nuno Moura, que escolheu ler todo o seu livro “Canto Nono” (2016), que será reeditado através do 'booklet', pois a edição encontra-se esgotada.

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A exposição histórico-documental patente na Torre do Tombo, em Lisboa, aborda o cativeiro como uma realidade comum às sociedades cristãs e muçulmanas, fruto dos conflitos bélicos e dos ataques de piratas e corsários, até ao século XIX.

A exposição intitula-se "Entre a Cruz e o Crescente: O Resgate dos Cativos", e evoca os 800 anos da fundação do Convento da Trindade, em Lisboa, e estará patente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), na Cidade Universitária, até ao próximo dia 07 de julho.

A mostra, que apresenta alguns documentos pela primeira vez ao público, visa contar a história do convento lisboeta e a ação dos seus religiosos, os frades trinitários, no resgate dos cativos portugueses nas cidades de Marrocos e da Argélia.

Na Torre do Tombo estão patentes cartas régias, regimentos, salvo-condutos, passaportes, listas de cativos, códigos secretos, a história do Convento da Trindade e a ação dos seus religiosos, no resgate dos cativos portugueses no Norte de África, assim como presentes oferecidos pelos "padres redentores" aos governadores de Argel e de Marrocos, designadamente peças em cerâmica, faiança e copos de vidro, datadas do século XVIII, provenientes de várias intervenções arqueológicas em Lisboa.

Entre os documentos exibidos, é possível observar a planta da adaptação do Convento da Trindade para instalação do Tribunal da Prefeitura da Província da Estremadura (século XIX), uma lista dos cativos resgatados do cativeiro de Mequinez, de 1729, a carta de Filipe II a frei António da Cruz, com a cifra a utilizar na correspondência, datada de 1610.

O testamento de D. João II, no qual estipula uma verba para resgate de cativos portugueses, datado de 1495, ou uma carta do sultão de Marrocos Muley Ahmed a D. João V, a propósito das negociações relacionadas com o resgate de cativos, são outros documentos mostrados.

A Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção de Cativos foi confirmada pela bula "Operantie Divinae" de Inocêncio III, de 1198, fundada por João da Mata e Félix de Valois, tendo como finalidade o resgate dos cristãos que ficavam em mãos muçulmanas.

Os primeiros trinitários estiveram em Portugal em 1207, acompanhando os cruzados que seguiam para a Terra Santa, tendo-os convidado D. Sancho I a fundar um convento em Santarém, "poucos anos depois, em 1218, seria edificado o convento de Lisboa, o da Trindade, que se tornou, em Portugal, na principal casa da ordem na organização dos resgates de cativos", explicou a comissária científica da exposição, Edite Martins Alberto.

"Apenas com o interregno de oitenta anos, durante os quais os resgates dependeram do Tribunal da Redenção dos Cativos, criado por D. Afonso V, foram sempre os frades trinitários que tiveram a seu cargo a organização dos resgates gerais nas cidades norte-africanas de Salé, Meknès, Tetuão e Argel", situação que só terminou com a assinatura dos tratados de paz com Marrocos, em 1774, e com Argel, nos primeiros anos do século XIX. O último resgate de cativos portugueses de Argel ocorreu em 1812, segundo Edite Martins Alberto, cita o DN.

Os resgates gerais de cativos foram sempre numerosos entre portugueses, com especial incidência a partir de 1415, com a conquista de Ceuta e a aventura norte-africana, em que se destaca o infante D. Fernando, filho de D. João I, que ficou cativo na batalha de Tânger e se tornou "modelo para os que sofriam o cativeiro, passando a ser designado Infante Santo", e foi beatificado pela Igreja Católica.

Um dos documentos que fazem parte da exposição é a "Carta do Infante D. Fernando ao irmão, Infante D. Pedro, escrita enquanto cativo em Fez", em junho de 1441.

"Na história de Portugal, pelo seu elevado impacto económico e social, o assunto do cativeiro é indissociável da batalha de Alcácer Quibir [1580], na qual milhares de cristãos ficaram cativos, e nos anos imediatos ao desastre militar, os religiosos trinitários procederam aos resgates, percorrendo várias cidades no norte de África, como o testemunha a documentação e as crónicas da Ordem da Santíssima Trindade".

No âmbito desta exposição está previsto um programa de conferências, "a divulgar brevemente", segundo nota do ANTT, e a realização de um colóquio internacional sobre o impacto da batalha de Alcácer Quibir nas sociedades portuguesa e europeia.

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